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| Angústia, de David Alfaro Siqueiro. |
Depoimento - Gabriela Balmant
Em 2002 aos 12 anos sofri um "pré abuso sexual". Um homem muito mais velho passou a mão em mim, colocou minha mão nele e disse muitas besteiras. Não contei nada a meus familiares. Foi a época em que meu professor me procurava incessantemente e tive que me esconder no banheiro durante o intervalo. Foi a mesma época que minha maior figura masculina morreu: Meu avô.
Comecei então a vomitar depois de comer. Descobri que dessa forma "não engordaria". Minha mãe descobriu através de uma amiguinha minha que eu estava vomitando. Se preocupou, mas não deu muita importância, afinal, eu era uma "criança" enfrentando a adolescência. Aos 14 então descobri sites "pró-ana". Tive um, comprei remédios para emagrecer através deles e da internet, minha anorexia me tomou conta. Meus pais descobriram e me inscreveram na vasta fila do Ambulim (O Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas). Lembro de ter recebido uma ligação do mesmo 2 anos após. Estava com 50 kg com 1,62cm. Ainda sofria do T.A, mas eles me disseram que eu não era o perfil que procuravam. Em 2010 cheguei aos 39, perdi meu primeiro amor por causa disso. Minha mãe procurou o Proata (O Programa de Orientação e Assistência a Pacientes com Transtornos Alimentares), após 2 meses eles me acolheram de braços abertos. Sofro muito com essa doença que não deixa com que eu leve minha vida. Choro, esperneio, mas sei que EU tenho que querer REALMENTE me curar. Ao contrário nada me adiantará. É como uma droga. Vivo no " só por hoje".
Em 2002 aos 12 anos sofri um "pré abuso sexual". Um homem muito mais velho passou a mão em mim, colocou minha mão nele e disse muitas besteiras. Não contei nada a meus familiares. Foi a época em que meu professor me procurava incessantemente e tive que me esconder no banheiro durante o intervalo. Foi a mesma época que minha maior figura masculina morreu: Meu avô.
Comecei então a vomitar depois de comer. Descobri que dessa forma "não engordaria". Minha mãe descobriu através de uma amiguinha minha que eu estava vomitando. Se preocupou, mas não deu muita importância, afinal, eu era uma "criança" enfrentando a adolescência. Aos 14 então descobri sites "pró-ana". Tive um, comprei remédios para emagrecer através deles e da internet, minha anorexia me tomou conta. Meus pais descobriram e me inscreveram na vasta fila do Ambulim (O Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas). Lembro de ter recebido uma ligação do mesmo 2 anos após. Estava com 50 kg com 1,62cm. Ainda sofria do T.A, mas eles me disseram que eu não era o perfil que procuravam. Em 2010 cheguei aos 39, perdi meu primeiro amor por causa disso. Minha mãe procurou o Proata (O Programa de Orientação e Assistência a Pacientes com Transtornos Alimentares), após 2 meses eles me acolheram de braços abertos. Sofro muito com essa doença que não deixa com que eu leve minha vida. Choro, esperneio, mas sei que EU tenho que querer REALMENTE me curar. Ao contrário nada me adiantará. É como uma droga. Vivo no " só por hoje".
Hoje faço 1 ano de proata. Passei por muitas tentativas de ansioliticos, antipsicóticos e antidepressivos. Acredito ter encontrado os certos.
Tenho consultas com nutricionista, psiquiatra e psicóloga. Me sinto em casa nesse ambiente. Porém não estou nem perto de estar curada. Acredito que posso. Imploro a todas que não entrem nessa de internet e doenças. Vivam, pois viver é lindo e amar a si e ao seu proprio corpo também.. Aprendi isso após ter me machucado muito, em todos os sentido que possam imaginar. Graças ao meu passado, meu presente e meu futuro ausente: T.A.
A quem quer ajuda:
Proata: http://www.proata.cepp.org.br/
GATDA: http://www.gatda.psc.br/
Tenho consultas com nutricionista, psiquiatra e psicóloga. Me sinto em casa nesse ambiente. Porém não estou nem perto de estar curada. Acredito que posso. Imploro a todas que não entrem nessa de internet e doenças. Vivam, pois viver é lindo e amar a si e ao seu proprio corpo também.. Aprendi isso após ter me machucado muito, em todos os sentido que possam imaginar. Graças ao meu passado, meu presente e meu futuro ausente: T.A.
A quem quer ajuda:
Proata: http://www.proata.cepp.org.br/
GATDA: http://www.gatda.psc.br/

Nunca imaginei que um dia falaria de meu T.A tão abertamente. Fico orgulhosa.
ResponderExcluirAdmiro muito sites como esses.
Logo logo o que eu e minha amiga estamos montando estará por aí!
Bjsss a todas e CORAGEM, sempre!
Gabi, vc é mesmo muito corajosa, admiro e parabéns!!! *orgulho de ti tb* BJs, Nati.
ResponderExcluirLi com lagrimas nos olhos. você é uma lutadora e esta vencendo parabens.
ResponderExcluirbjs
Insana
A Gabi eh realmente uma lutadora, menina inteligente, bonita, determinada e amorosa! Tem passado os dias em busca de tarefas que preencham os seus dias e vida de maneira positiva e construtiva e que tambem ajudem outras e outros a superar essa doenca! Te amo minha queridona! titia
ResponderExcluirLogo logo estaremos fazendo a diferença, meu aboooor!
ResponderExcluirAmo vc.
Orgulhosa de sua força.
Tem que ter coragem mesmo pois os T.A.s ainda são cercados de preconceito.
ResponderExcluirMas graças a atitudes de pessoas corajosas assim é que vamos desmistificando os T.A.s, ajudando quem está de fora a entender e saber como agir.
Parabéns, Gabizinha...você soube transformar sua dor em coragem. Isso não é para qualquer um. Eu não saberia fazer o mesmo. Eu te amo do fundo do meu coração, querida! Beijos mil!
ResponderExcluiré uma dor sem graça, que se instala, se apodera, e, teima em doer sem dó....
ResponderExcluir...e, mesmo nao estando em mim, doeu, doe, e, até qdo?
...por ler, por tentar entender, por conviver e não conseguir realmente viver por querer repartir e nao ter o poder, por querer ajudar e não saber me portar, por assistir e não saber como agir, por roubar muito dessa dor sem a do outro aliviar, por querer tomar o seu lugar, por desejar morrer pra poder salvar
...e, com minha dor ainda mais machucar.
mas, não posso chorar agora, não devo morrer por ora
Estarei sempre aqui para me empenhar, para atender se me chamar, para me afastar se com a presença machucar,
....ou apenas para respeitar e tentar aprender a melhor forma de amar.......
...com todo carinho o meu respeito a toda pessoa que já passou ou passa por essa triste agonia.
Que Deus vos dê força
Que os humanos vos aceitem com sabedoria, pois apenas inteligencia não comporta os sintomas
beijos de mãe que já sentiu no peito, na alma e no coração o amargo da dor de sua filha
....e, que muito se orgulha de sua luta, de sua força, de sua inteligencia, de sua criatividade, de sua disponibilidade e de sua doação sempre visando abrandar a dor dos demais.......ass.: eu
Ass.: Natalia Bonfim.
ResponderExcluirLindo comentário. Obrigada por compartilhar essas palavras conosco, muito emocionante!!! E seja bem vinda, quando quiser!!! Sem mais comentários... Boa sorte e força!
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